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UM BELO SERMÃO
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Um Belo Sermão

 

 

 

22/10/2014 09:30:51
Evangelho - Belo Sermão

 

 [Sermão] Questões atuais e a fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo
      Publicado em 21/10/2014  por  Missa Tridentina em Brasília 
      Sermão para a Festa de São Pedro de Alcântara
      19 de outubro de 2014 – Padre Daniel Pinheiro

 

      Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém. - Ave Maria…
      “A boca do justo destilará a sabedoria e a sua língua falará a justiça. A Lei do seu Deus está fixa em seu coração e seus passos não vacilarão.”


      Caros católicos, seria uma alegria, para mim, poder falar desse grande Santo, de quem hoje comemoramos a festa: São Pedro de Alcântara. Exemplo de oração, de penitência, de humildade, de fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo. Todavia, não estamos aqui para fazer os nossos gostos, mas para fazer a vontade de Deus. E conhecemos a vontade de Deus também pelas circunstâncias do momento. E as circunstâncias do momento nos fazem tratar do Sínodo sobre a Família, ocorrido nas últimas duas semanas no Vaticano. As circunstâncias nos fazem voltar, mais uma vez, ao tema da família, do matrimônio. 


      Tema central. A família, a única família que existe: homem e mulher unidos por um vínculo indissolúvel e exclusivo, com os filhos que Deus se dignar mandar é a base da sociedade. É a família que o demônio e o mundo, inimigos de Deus, querem destruir, para não sobrar pedra sobre pedra, para não sobrar meio por onde começar a reerguer a sociedade, para não sobrar meio por onde restaurar tudo em Cristo. Diante desse combate tremendo, caros católicos, é hora de acabar com as picuinhas, com as desavenças nas famílias e começar a formar lares que realmente sejam espelho daquele lar de Nazaré. 


      É preciso que, em meio a todas as dificuldades, mesmo as maiores, os cônjuges carreguem juntos as cruzes para que possam chegar juntos ao céu. Foi para isso que casaram. Que os lares de nossas famílias sejam lares tementes a Deus, onde o que impera é a lei de Cristo Rei, onde o que impera é o Sagrado Coração de Jesus.


      Mas voltemos ao Sínodo, caros católicos, porque é nosso dever tratar disso. Esse Sínodo extraordinário sobre a família ocorreu nas duas últimas semanas. Na primeira semana, houve as intervenções dos membros do Sínodo. Na segunda semana, os mesmos bispos se reuniram em grupos formados em função da língua para discutir pontos mais precisos e, depois, votar o relatório final do Sínodo. Ocorre que, no final da primeira semana – segunda-feira, dia 13 – foi publicado um relatório pós-discussão. Esse relatório continha enormidades. Impensável que um documento com tamanhos erros possa ter saído de uma reunião de bispos católicos. 


      Depois, descobriu-se que o documento não correspondia exatamente ao pensamento da maior parte dos bispos, mas foi uma manobra de uma poderosa minoria desejosa de criar um novo Evangelho, diferente do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ao ponto de o presidente da Conferência Episcopal da Polônia dizer que esse documento era inaceitável. Ao ponto de um Cardeal Africano, Napier, dizer que o documento era irredimível, porque toda a mídia divulgou o documento como se fosse isso que a Igreja estivesse dizendo em definitivo. Ao ponto de grupos pró-vida afirmarem que se tratava de uma traição à família, e à lei natural. 


      O documento afirmava os pretensos pontos positivos do casamento puramente civil e dos amasiamentos, contra a doutrina clara de Nosso Senhor Jesus Cristo. O documento afirmava a aceitação e a valoração ou valorização da orientação homossexual, contra ensinamento claro da Igreja em sua Orientação no cuidado pastoral das pessoas homossexuais, dada pela Congregação da Doutrina da Fé em 1986. Essa orientação dizia o seguinte: “a particular inclinação da pessoa homossexual, embora não seja em si mesma um pecado, constitui, no entanto, uma tendência, mais ou menos acentuada, para um comportamento intrinsecamente mau do ponto de vista moral. Por este motivo, a própria inclinação deve ser considerada como objetivamente desordenada.”  


      O documento favorecia também a contracepção. Enfim, um colapso, um novo “Evangelho”. Felizmente, houve, de grande parte dos bispos, fidelidade ao ensinamento de Cristo nesses pontos. Para o relatório final do Sínodo, os parágrafos relativos a isso foram mudados para melhor, mas, ainda assim, foram recusados, pois não atingiram os dois terços exigidos para aprovação. Assim, o relatório final do sínodo, embora não seja perfeito, é completamente diferente do relatório intermediário. Todavia, teremos, no próximo ano, outro sínodo sobre a família. A batalha continua. Esse documento não era, evidentemente, um ato do magistério infalível e nem mesmo um ato de magistério. Todavia, o prejuízo para as almas é enorme. Quantas pessoas agora pensam, por causa desse documento, que a Igreja aceita e incentiva todos esses pecados? Por mais que o relatório final tenha rejeitado essas concessões ao espírito do mundo e ao pecado, os efeitos nocivos são muito grandes.


      Não faz muito tempo, caros católicos, falamos aqui sobre o modernismo, e sobre como ele leva a Igreja a adaptar-se ao mundo, ao pensamento do dia. Talvez o sermão tenha sido um pouco abstrato. Nessa semana, nós vimos na prática o modernismo em ação, tentando adaptar a Igreja ao mundo, às ideologias da hora presente. Tanto é assim que o relatório intermediário não trazia citação da Sagrada Escritura ou dos Padres da Igreja ao tratar dos problemas que mencionamos. Claro, não há base nenhuma para essa nova moral ou essa nova pastoral. Por isso, por essa falta de base, os fautores das mudanças e adaptações não dirão: “queremos mudar a doutrina.” Eles dirão: “queremos soluções pastorais.” Mas essas soluções pastorais, caros católicos, propostas por eles são contrárias à doutrina. Como se aplica na prática algo contrário à doutrina? É impossível. Mudando a prática, pouco a pouco, mudarão as mentalidades. 


      E é isso que querem: mudar as mentalidades: para que se aceitem o divórcio e o adultério, para que se considerem normal a orientação homossexual e as uniões desse tipo. Nós terminamos pensado como agimos, caros católicos. Se agimos contra a doutrina de Cristo, vai chegar um momento em vamos desprezar a doutrina de Cristo. Querem uma mudança de pastoral contrária à doutrina – o que é absurdo – para mudar as mentalidades – o que ainda é mais absurdo. Não existe separação entre doutrina e pastoral. A pastoral não deve esquecer a doutrina. E a doutrina em todos esses pontos é clara.


      Outro grande erro é achar que ainda se pode discutir na Igreja sobre esses assuntos. Não, esses assuntos já estão definidos pela Igreja, pelos seus ensinamentos bimilenares, recebidos de Cristo. Na Igreja, não se pode discutir sobre aquilo que já está definido. Fazê-lo é um grande erro e supor uma possível mudança quanto a esses aspectos. É um erro contra a fé, um pecado contra a fé.


      Recorramos também à História, caros católicos. São João Batista foi decapitado por defender o verdadeiro matrimônio, contra o adultério de Herodes. Toda uma nação, a Inglaterra, separou-se da Igreja católica porque o rei Henrique VIII queria anular seu casamento sem ter motivo para isso, a fim de casar de novo. O Papa recusou porque não tinha fundamento para declaração de nulidade. São João Batista ou o Papa poderiam ter dito: não é o ideal, mas é um passo no bom caminho. Não fizeram porque não é um passo no bom caminho, mas, sim, uma ofensa a Deus. A Igreja sempre foi firme nessas questões, chegando ao ponto de ter de sofrer a perda de toda uma nação, mas sem ceder naquilo que nos foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo.


      Nessas situações complicadas, é preciso exercer a misericórdia. Mas a misericórdia não é fazer da Igreja uma casa que acolhe e aceita tudo, como se tudo tivesse um aspecto positivo e isso bastasse. A Igreja exerce a sua misericórdia buscando efetivamente tirar as pessoas da miséria, isto é, do pecado, dando para elas os meios para sair do pecado: distribuindo a graça de Deus, fazendo suas orações, pronta para perdoar todo e qualquer pecado, desde que a pessoa esteja disposta a se converter. A Igreja ama os homens e por isso mesmo quer que eles alcancem o céu, o que só pode ser feito quando se observa a vontade de Deus, ou seja, quando se observam os mandamentos. É crueldade fazer a pessoa acreditar que a sua alma está em bom estado quando na verdade ela se encontra em pecado mortal. 


      É crueldade fazer que uma pessoa que vive em concubinato pense que está tudo bem, que há pontos positivos nessa união não matrimonial e que isso basta. A Igreja é boa e, por isso mesmo, ensina a verdade, o que é obra valiosíssima de misericórdia espiritual.
      O problema é que tudo hoje se centra no homem e não mais em Deus. Nós vemos isso muito concretamente, como dizia o Cardeal Burke em uma de suas recentes entrevistas, na reforma litúrgica ocorrida na Igreja. A liturgia nova é um sintoma desse antropocentrismo. E esse antropocentrismo se manifesta e vai se manifestar em outros aspectos da vida da Igreja e a consequência será tentar dobrar a Igreja ao gosto de cada indivíduo, para que ele se sinta bem.


      Nós vivemos há 50 anos o abandono da doutrina católica para adaptar a Igreja ao homem, ao mundo. Esse abandono da doutrina leva também, ainda que lentamente, ao abandono da moral. A doutrina católica é una. Se um ponto é negado, todo o edifício vai desabar. O abandono de uma verdade leva ao colapso de tudo. O abandono do dogma leva ao desmoronamento da moral. A moral se apoia na doutrina e não subsiste muito tempo sem ela. Hoje, nós estamos chegando nesse ponto, na negação dos primeiros princípios da moral católica: negação do matrimônio indissolúvel e exclusivo entre homem e mulher.


      Haveria ainda muito a dizer sobre o assunto, caros católicos. Se a segunda-feira, com o relatório intermediário, foi um dia de choro, e de lamentação, e de tristeza profunda para o católico, como Jeremias diante de Jerusalém abandonada e pisada pelos inimigos, o sábado, com o relatório final, foi um dia de esperança, sob a proteção de Nossa Senhora.
      Lembremo-nos das palavras de São Paulo aos Coríntios, capítulo 6: “Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos… hão de possuir o reino de Deus.” É esse o ensinamento de Cristo. Que não muda.


      Lembremos a doutrina e a prática católica. A comunhão dos divorciados recasados seria a destruição completa da moral sexual católica. Os divorciados recasados são os católicos casados na Igreja, em seguida divorciados que, depois, se juntaram com outra pessoa e vivem como se casados fossem. A comunhão aos divorciados recasados seria a autorização de uma relação extraconjugal, com o casamento anterior que ainda existe. Além disso, com essa comunhão aos divorciados recasados, se destroem três sacramentos: o Sacramento de Matrimônio, da Comunhão e da Confissão. 


      É destruído o Sacramento do Matrimônio porque a comunhão dos divorciados recasados iria contra a indissolubilidade e a exclusividade do matrimônio. É destruído o Sacramento da Comunhão porque se admitiria à comunhão alguém que está objetivamente em estado de pecado mortal. É destruído o Sacramento da Confissão porque a pessoa não estaria obrigada a confessar um pecado mortal e corrigir-se dele para poder receber o perdão divino. E, com isso, se abrem as portas para tudo. Se é possível fazer isso com esse pecado mortal, por que não é possível com outros? 


      A comunhão aos divorciados recasados nunca foi, não pode ser, nem nunca será condizente com a doutrina e a pastoral de Cristo sobre o matrimônio. Diga-se o mesmo com os chamados eufemisticamente novos modelos de família. Existe um só modelo de família: pai, mãe, e filhos. Não se pode servir a dois senhores, a Cristo e ao mundo. É preciso servir a Cristo. Para os divorciados recasados, há apenas duas soluções possíveis. Ou se separam. Ou, se já possuem filhos que ainda precisam ser criados, devem viver como irmãos. Com a graça de Deus, é possível.


      Lembremo-nos, caros católicos, de que a nossa luta é contra as potestades infernais. Devemos vigiar e orar. Não devemos recorrer a soluções fáceis e erradas, como seria dizer: o Papa Francisco não é o Papa. Sim, é ele o Papa, infalível somente sob certas condições bem precisas. Recorramos àquela que é nossa vida, a nossa doçura e a nossa esperança: Maria. E, pela nossa pátria, recorramos também a São Pedro de Alcântara.
      Peço que rezem, caros católicos, pelos pastores. Em primeiro lugar pelo Santo Padre, o Papa Francisco. Também pelos bispos e pelos padres, também por esse que aqui vos fala. Rezem, rezem muito pelo clero, para que seus membros possam transmitir aquilo que receberam do Senhor. Se o clero é bom, muda a face da terra. Se o clero é ruim, destrói tudo. Rezemos muito a Nossa Senhora.
      Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.


      ++++++


      OBS __ Com Sacerdotes assim o reino do diabo terá um fim! Com bispos iguais aos que no falso sínodo aprovaram aquele relatório o primeiro, o diabo reina aqui por inteiro!
      De fato, a FAMÍLIA que Deus quer é a que imita a de Nazaré! Quaisquer outras são as que o diabo quer! De fato, um dos "padres" sinodais chegou ao absurdo de dizer que a Sagrada Família é mais irregular que as famílias gays! Só quero ver se ele vai continuar afirmando isso quando chegar diante de Jesus!

(Aarão)

 
 

 


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