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AS OFENSAS A NOSSO REDENTOR
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As ofensas a Nosso Redentor

 

Transcorreram vários dias desde aquela comunicação e num amanhecer o Senhor me despertou por volta das 5 e 6 horas da madrugada.

Pediu-me que me pusesse em oração por aquelas pessoas que haviam profanado os Sacrários, cometendo atos sacrílegos e roubando Sua Preciosa Presença nas Hóstias Consagradas.

Pus-me a chorar só de pensar e depois me enchi de terror. Começaram a passar diante de meus olhos cenas de gente que quebrava os Sacrários, que os violava e tirava as Hóstias Consagradas, com suas mãos sujas, jogando-as em uma bolsa ou caixa, quebrando-as e pisoteando- as.

Pessoas humanas, mas das quais se desprendia um odor nauseabundo, seus corpos e suas mãos estavam cheios de pelos, como lãs escuras, e caminhavam como quando um animal quadrúpede se põe em duas patas, meio tortos.

Não sou capaz de descrever como me senti mal nesse momento, mas foi horrível, física e espiritualmente; pensei que fosse morrer de dor. A impotência e inutilidade para pedir perdão ao Senhor, para reparar de algum modo aqueles horríveis pecados, me agoniava, e verdadeiramente sentia que o coração ia me sair do peito. Latejava minha cabeça, perdia o fôlego, me faltava o ar.

Pulei da cama e me pus de joelhos pedindo perdão a Deus por tão terríveis crimes, e compreendi que isso só pode ser obra de satanás, através de seus seguidores, as pessoas ignorantes e tolas que se deixam envolver pelos grupos satânicos. Só o diabo pode inspirar alguém a se ocupar de tão vil sacrilégio!

A única coisa que conseguia pensar era em rogar ao Senhor: _Por favor, Jesus, retira Tua adorável presença dessas Hóstias, por favor, Senhor, não permitas que Te machuquem novamente, eu Te suplico com todo o amor de meu coração.

Sei bem que é pouco, mas é tudo o que posso Te oferecer, este pobre amor, que quer reparar tudo o que estes selvagens estão fazendo.

Toma-me, põe a mim nesse lugar para que façam comigo tudo o que pensam fazer com Teu Corpo Sacrossanto; Tu podes tudo, por favor, Senhor, sai dali, eleva-Te até Teu Trono Glorioso, não permaneças nessas Hóstias.

Em um momento senti que meu choro não estava sozinho, alguém mais chorava comigo e logo não era somente o soluço profundo de um homem, mas também o de várias pessoas, que pouco a pouco se tornavam muitas mais. Soube que era o próprio Jesus que soluçava pela dor ao ver o pecado de Seus filhos, e com Ele a Virgem Santíssima e todos os Santos. Corri para me cobrir e fui à Capelinha do Santíssimo, para fazer companhia ao meu amado.

Estava ali, na Hóstia Consagrada; eu podia ver Seu Rosto, como que impresso na Sagrada Forma. Como a cabeça da Sagrada Face, dolorosa, com a Coroa de Espinhos, claramente desenhada sobre Sua adorável cabeça. Pensei em Judas, na dor de Jesus e do Pai quando Seu Filho estava para ser entregue, e nesse momento me chegou a voz de Jesus:

_“Nunca esqueças, filha Minha, que a caridade, o Amor do Ágape, se afirma com obras. A caridade do Pai se plasma em um dom: “Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho Único” (3,16). E Eu, o Filho, por minha vez, para manifestar Meu Amor, entrego Minha Vida.

Não te esqueças deste momento, nem deste ensinamento: ao vir ao mundo, passei da forma de Deus à forma de Homem e depois de escravo, ao lavar os pés de Meus Apóstolos.

Sabei que o Verbo encarnado jamais se separou depois desta atitude serviçal. Disse-lhes: _“Estou entre vós como aquele que serve” e Meu programa de humilde abandono foi realizar isso até derramar sangue.

Também hoje estou entre vós como Aquele que serve, mas de maneira ainda mais grandiosa, porque vos entrego Meu Corpo, Meu Sangue, Minha Alma e Divindade, para vos alimentar, para vos fortalecer, para vos curar.

Lutei tanto contra o espírito judaico de Meu próprio tempo, contra os Ministros do Templo israelita, e acabei como vós sabeis. E ainda hoje há muitos que deveriam se envergonhar, sabendo que Meus inimigos mais cruéis compram ou roubam as Hóstias consagradas para fazer com elas coisas infernais.

Deste modo, Meus inimigos creem na Minha Presença Eucarística, enquanto que Meus amigos de sempre negam com as palavras e ações a permanência, esta Minha Presença na Hóstia devidamente Transubstanciada… Ah, crueldade imensa! Dizei-Me: que vos fiz Eu?... Dizei-Me, por que vos aliais ao Meu inimigo?

Vós, os que, rebeldes, ainda pertenceis à Minha Igreja, por que não devolveis aos Meus Altares a dignidade que lhe hão roubado?

Eu vos insto a que tenhais menos investigações e mais fidelidade, mais oração e menos palavras, mais docilidade e menos espírito crítico, mais disciplina e menos desvios.

Filha, pede também por aqueles filhos maus que vêm Me pedir coisas que são inconvenientes para outra pessoa, para as obras de Deus e para sua própria alma. De maneira egoísta pensam em si mesmas, em suas posses ou em sua comodidade, e algumas vezes ignoram o bem que essa pessoa está trazendo à sua vida.

Sim, pede por eles, porque na hora em que menos pensarem, a justiça Divina se voltará contra eles, agindo sobre seus próprios entes queridos. O que desejaram para outro, é o que semearam e colherão as consequências.”

De joelhos diante d’Ele, deixei que finalmente fluíssem torrentes de lágrimas de meus olhos, não me contive como em outras ocasiões.

Era como uma necessidade profunda de lavar minha dor, minha culpa. Sim, eu me sentia culpada por ser parte da Igreja e calar tudo isto. Por não sair valentemente às ruas, pelas escolas, por todos os lugares, dizendo ao mundo que Jesus está ali, nessa Hóstia Consagrada,

esperando por todos nós.

Senti angústia pela culpa, por deixar que os preconceitos e a prudência de não incomodar a algumas pessoas com meus testemunhos, tenham me calado a boca em tantas oportunidades.

Senti a culpa do leigo, porque se o mundo fosse realmente educado, se ensinássemos o que significa a Presença de Jesus Vivo e em Glória em cada Hóstia Consagrada, uma grande parte dos leigos estaríamos montando guarda nos Templos e nas Capelas, para evitar que os malditos demônios profanem o maior Sacramento do Amor.

Pedi com todas as minhas forças a Jesus que permitisse que o testemunho do livrinho da Santa Missa corresse com Sua Graça por todo o mundo, para educar os leigos, para tocar a todas as pessoas que Ele quisesse, que me fizesse verdadeiramente uma Missionária de Seu Coração Eucarístico, através desse pequeno testemunho.

Que Seu Poder levasse o pequeno livro a todos os países onde eu não podia chegar e a todas as pessoas que Ele quisesse tocar com Sua Graça. Em poucos meses esse testemunho tinha dado volta ao mundo e hoje, para maior Glória d’Aquele que tudo pode, está traduzido a muitos idiomas, sem que tenhamos movido um dedo.

Quando entrei em meu quarto, mais tarde, recostada sobre a cama fiquei contemplando a imagem que tenho na parede em frente, que representa Jesus como o Bom Pastor, olhando sorridente para sua ovelhinha negra entre os braços. Então chegou a voz de Jesus, muito docemente:

_“Tu sabes que as ovelhas são marcadas para que não se misturem nos diferentes rebanhos. Também vós, como ovelhinhas, são marcadas por Meu Pai, que quer vos oferecer para Mim.

Se pudésseis contemplar que Divino sinal Meu Pai imprimiu em vossas frontes, não duvidaríeis em entrar definitivamente por Minha porta.

Sois Minhas ovelhinhas, porque além de morrer por vós, estou sempre vos demonstrando que de vós cuido, que vos purifico, alimento e vos protejo. Eu interrompo as ações perturbadoras que vai disseminando em vós Meu inimigo, aquele que odeia a Mim e a vós. Vejo que esse lobo está sempre tentando reiterar suas obras de destruição, e sou Eu quem o impeço.

Por tudo isto vos peço que Me sigais docilmente, sem desistir. Que venhais a Mim para conhecer a doçura deste vosso Pastor que se deixou dessangrar para vos evitar a morte.”

Então me lembrei da palestra que havia dado naquele congresso mariano, e o Senhor me disse: _“Um dia terás que transcrevê-la, para poder inseri-la em um livro”.

Hoje terminei de transcrevê-la, e por obediência a Jesus e a um sacerdote que durante os três últimos anos tem me ajudado através de suas cartas, e a quem verdadeiramente aprecio muito, eu a inseri no início deste livro, como introdução, sempre buscando a maior glória de Deus e o bem de outras ovelhinhas.

 

Texto extraído do Livro: "Em adoração" de Catalina Rivas



 
 

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