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POR QUEM PEDIR
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Por quem pedir

 

Não sei em que momento fechei os olhos, mas quando tornei a abri-los eu estava prostrada no chão, em adoração, diante da magnificência daquela visão que até me havia feito pensar que talvez estivesse morta. Embora logo tenha compreendido que infelizmente isso não tinha acontecido.

Em um instante desapareceu quase tudo: só ficou Jesus, com Sua vestimenta régia de cor dourada. Estava com uma preciosa coroa, segurava um cetro de ouro na mão esquerda e pisava algo assim como uma nuvem de cor verde. _ “Senta-te, filhinha.” Me disse muito docemente. Obedeci e me dei conta de que o homem que estava de joelhos ali, nada havia visto nem ouvido do que estava acontecendo.

O Senhor me disse: _“Quero que peças, em primeiro lugar, pelo sacerdote que tornou possível este encontro entre tu e Eu, por quem consagrou esta Hóstia”. Assim o fiz.

Depois me disse: _“Pede, pelas pessoas que colaboraram para construir este lugar dedicado a estes encontros. Sim, pede por eles, porque há muitas pessoas que ajudam com a maior devoção e elas recebem Minhas primeiras bênçãos neste lugar. Há quem trabalhe e colabore na construção de Minha Casa, mas que não o faz por Mim e sim por si mesmos, não para que Eu brilhe, mas para que brilhem eles.

Há outros tantos que o fazem por amor a Mim, mas não são capazes de vir visitar-Me. São os que Me honram com os lábios, mas não com o coração.

Pede pelas Paróquias e Capelas, nas quais o responsável e a comunidade aceitaram realizar as horas de Adoração Eucarística.

Pede por aqueles que fecham seu coração diante de Meus chamados… Pelos que combatem os que vêm até Mim… Pelos que mancham e ofendem Minha Presença com sua falta de respeito, sua irreverência ou seu pouco recato ao se vestir. Observa…”

 Nesse momento, voltei meu olhar para onde Jesus olhava e pude ver o Altar Mor da Igreja (não o da Capelinha onde agora estava). Estava o Santíssimo Sacramento exposto e havia bastante gente no lugar, muitas pessoas ajoelhadas, em oração, mas havia outras que, por detrás dos bancos, passavam na frente de Seu Trono, conversando entre elas, comendo algo, ou mastigando doces e gomas de mascar, como se não houvesse ninguém.

Alguns faziam um rabisco no lugar do sinal da Cruz, sobre eles mesmos, e outros nem sequer isso. Foi se sucedendo uma série de imagens (compreendo que de ocasiões distintas) de pessoas que eu via sentadas do lado onde eu estava. Umas cochichavam entre si, outras estavam com as pernas cruzadas; homens e mulheres que falavam entre si ou balançavam o pé sem descanso, como se estivessem em uma reunião informal.

Desapareceram de minha vista e em seguida entraram alguns casais que se sentaram muito juntos entre si, mas afastados de outros casais. Fiquei envergonhada de ver como tinham manifestações de afeto entre eles, diante do Santíssimo Sacramento exposto, Aquilo era uma verdadeira vergonha, como se estivessem em algum lugar reservado somente para eles.

Novamente estes sumiram de minha vista e foi pior, porque entraram umas mulheres jovens, e outras não tão jovens, com roupas tão pouco apropriadas, que mais pareciam estar indo à praia, a uma discoteca, ou quem sabe onde, com partes de seu corpo descobertas, como todas essas mocinhas que parecem não ter pais e que andam com roupas que parecem ser dois números menores do que deveriam usar, e que dizem estar na moda. Quanta vergonha e dor senti, diante do Senhor, que olhava para todas estas pessoas com uma tão grande tristeza!

Sim, senti dor, mas ao mesmo tempo tive vontade de tirá-los dali aos empurrões, como me aconteceu outras vezes, quando casualmente assisto a alguma celebração de Matrimônio, Missas de formatura ou de mocinhas que completam quinze anos.

Em muitas dessas ocasiões senti vergonha alheia ao ver o jeito com que entram no Templo algumas convidadas a estes eventos. Como se custasse muito colocar um xale sobre os ombros para cobrir os decotes e nudez dos ombros e braços durante os poucos minutos em que permanecerão na Igreja!

Finalmente, enquanto esperam que comece a celebração, todos se põem a conversar como se estivessem realmente em plena recepção, e o silêncio que deveria haver na Casa do Senhor se perde, e com ele, todo traço de preparação espiritual que requer cada uma destas cerimônias.

Quero aproveitar esta ocasião para pedir aos meus irmãos leigos que não tenho medo de tomar o microfone para pedir aos presentes que façam silêncio, por respeito ao lugar onde estão; para pedir às mulheres que se cubram ao entrar no Templo, por respeito ao Senhor, ao sacerdote, aos assistentes e à sua própria pessoa, pois quem vê uma mulher vestida de maneira insinuante na Casa de Deus, imediatamente pensa que é alguém que não tem respeito por si mesma.

Que bom seria que, quem tiver a coragem de se dirigir ao microfone, convidasse os fiéis a fazer uma oração pelos noivos ou formandos, conforme o caso, ou de intercessão pela adolescente por quem se realizará a celebração. Assim ajudaríamos nossos irmãos, ensinando-lhes o respeito devido à Igreja e, ao mesmo tempo, faríamos o que a Igreja nos pede: rezar uns pelos outros. Ainda mais em ocasiões como estas!

Somos chamados a edificar, e no entanto, nos ocupamos em desperdiçar os bens de Deus, o dinamismo da Graça, a fecundidade do Espírito, porque temos medo de anunciar a um Deus vivo e mais ainda, de pedir o devido respeito à Sua casa.

Voltei os olhos para Jesus e com lágrimas Lhe pedi perdão por essas pessoas que Lhe causavam dor e por nós, os que supostamente somos consciente do lugar onde estamos, mas nos mostramos covardes para educar nossos semelhantes. Senti vergonha por aqueles sentimentos de fúria que também cruzaram minha mente.

Jesus me disse então: _“Filhinha, é tão difícil para o homem de hoje mudar seus cômodos costumes; no entanto, asseguro-te que, por meio destes testemunhos, muita gente simples está aprendendo a Me conhecer, a saber de Mim em palavras também simples. Não  desanimes quando estamos começando.

Olha, Eu trouxe ao mundo uma revolução de ideias que deveria assombrar à frouxa humanidade, tão fácil de se acomodar, de parar nos velhos costumes, para não sair de uma vida que lhe é cômoda, porque não contradiz seu amor próprio, que é seu principal mau conselheiro.

Não te sintas mal, Eu fui categórico e tampouco usei meios termos, justamente para cortar claramente as suscetibilidades e as tergiversações.

O homem é ingrato, Eu provejo a todos e todos vivem em Mim. Concedo-lhes, a uns mais e a outros em menor grau, da capacidade de Me imitar, segundo as disposições que têm. Porém, parece que não lhes dou garantias de estar interessado em seus sofrimentos, decisões, provações, muito mais que um Pai amoroso.”

 

Trecho extraído do Livro: “Em adoração” de Catalina Rivas.



 
 

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