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OS MISTÉRIOS DO REINO
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Os Mistérios do Reino

 

Algumas semanas depois da primeira visão, numa noite em que chovia muito e fiquei fazendo companhia ao Senhor, o Altar onde estava a Custódia se iluminou mais, como se entrassem raios de sol por alguma janela. Não podia ser um relâmpago, porque senão teria durado muito pouco, e esta luz permanecia brilhando. Eu tinha acabado de me sentar, mas ao ver a luz voltei a me colocar de joelhos no genuflexório.

Então vi dois Anjos enormes, com grandes asas. Estavam de joelhos e com as mãos postas dos dois lados da Custódia em que se encontrava Jesus na Eucaristia; suas roupas de uma cor prateada muito clara, pareciam de uma textura aveludada.

Eram tão belos e tão majestosos, que sua presença me fez compreender que essas Criaturas estão no Céu na Presença de Deus, como outros tantos espelhos nos quais a pureza infinita do Senhor se reflete. Esse Deus de Amor Se agrada que os Anjos sejam semelhantes a Ele, porque sua semelhança é reverberação da puríssima Luz de Seu Espírito.

Eu me dei conta de que nós, na terra, admiramos nos Anjos não propriamente a eles, mas a Deus, uma vez que tendemos a Ele por meio deles. E assim como os Anjos, tudo o que é de Deus nos atrai.

Eu não sabia o que estava me acontecendo, como ocorreu outras vezes. Era como se tivesse lido muito rapidamente algum livro, como se tivessem introduzido uma luz em minha mente. Digamos que, de alguma maneira, eu soube que a luz angélica é pureza do Deus eterno, dada aos espíritos celestiais para Seu gozo e para o imenso gozo destas criaturas.

No caso dos anjos da guarda, o trabalho deles agrada a Deus porque, por meio deles, levam-nos agradavelmente à clareza do Amor celestial, possuído por eles em diversos graus, mas em absoluta e total pureza.

No entanto, nós não seguimos sua obra; ao contrário, muitas vezes colocamos obstáculos a ela com não poucos pesos e enormes e variadas escuridões.

Naquele momento desapareceram os Anjos e senti a necessidade de agradecer a Jesus por meu Anjo da Guarda, a quem verdadeiramente amo e de quem sinto, a todo momento, a poderosa ajuda e intercessão.

Começou novamente aquela música mesclada com campainhas e quedas d’agua, e essa melodia, em vez de me distrair, foi me introduzindo na contemplação de minha oração e diálogo com o Senhor.

Aquilo durou todo o tempo do meu encontro com Jesus e sei que a mensagem foi: Os coros de Anjos nos acompanham quando estamos em adoração.

Nessa noite, Jesus docemente me instruiu sobre os benefícios de recebê-Lo na Santa Comunhão da maneira certa e, conforme ia falando, mais sentia aquela fogueira de gratidão dentro de mim.

Ele dizia: _“Quando vós Me pedis algo, meditando em Minha Paixão, ou durante a Santa Missa, comoveis Meu Coração, porque Me pedis em companhia de Minha Mãe e de João, ao pé da Cruz, porque poucos pedem firmemente.

Por isso variam os pedidos, de acordo com o modo que têm de pedir e a esperança que colocais em vossa súplica.

Vossa oração ao pé da Cruz deve ser humilde, mas firme, pacífica, mas ardente. Cheia de compaixão por Meus sofrimentos, cheia de gratidão por Minha Ressurreição.

Detende-vos a meditar e a viver melhor o Martírio e renovação que vos ofereço na Eucaristia, convidando-vos à união com o Celebrante, anulando as distrações, atentos a quem renova Minhas penas e ora Comigo ao Pai.

Eu Me submeto, estou à vontade do Sacerdote, em seu tempo e em sua oração, e vós tantas vezes vos distraís, estais ausentes mesmo estando presentes fisicamente na Celebração. Custa-vos tanto ter uma contínua adesão às orações e ao espírito que movem Minha Igreja!...

Quando comungais, Eu mesmo concedo à alma os elementos que requer para transformá-la e levá-la a um caminho de maior santidade. Assim cada vez vos pareceis mais a Mim em vossa maneira de pensar, de sentir, de reagir, de viver…

É o Sacramento da união Comigo e com vossos irmãos; por isso, quanto menos obstáculos Eu encontrar em uma alma, para que seja mais perfeita esta união, maiores serão as Graças que receberá deste encontro.

Em um instante compreendi, por um conhecimento que eu mesma não entendo como foi, que quando o sacerdote nos diz: “O Corpo de Cristo”, está nos dizendo: “Aqui tens a comida que te nutrirá em vida e te salvará na hora da morte”. E nossa resposta: Amém é: “Sim, desejo salvar-me” ou “Faça-se em mim como Tu dizes”. Sim, é nosso Fiat esse “Amém, e certamente, isto não vai chamar a atenção de nenhum sacerdote porque eles sabem disso. Mas para nós, os leigos comuns, tudo isto é novidade, é parte importante da “Boa Nova”.

E essa entrega da alma ao Senhor e à Sua Divina Vontade, é a disposição para que Ele possa fazer maravilhas nela, com todo o Seu poder e com todas as Suas Graças, para nos ajudar a corrigir o rumo, para nos fortalecer, para nos amar.

Ouvi a voz de meu Jesus : _“Quanto amor terá por vós Quem vos formou, que para vos salvar deve Se ocultar! E Eu o faço desta maneira para evitar que Minha Majestade vos cegue, para que Minha Glória não afogue vosso desejo de Mim, vossos sentimentos por Mim, e isso faço com todos.

Não sabeis o que é amar assim, sem ser compreendido, aceito, correspondido no Amor.

Desconheceis quão santo é este único Sacramento, com o qual Me dou a vós, quão incompreendido é e quão maltratado.

Esse é o porquê destes livros chamados “Testemunhos”, porque uma grande parte de Minha Igreja, que são os leigos, desconhece tantas coisas que para a outra parte são “comuns e até corriqueiras”.

Desejo fazer do leigo um ser que, tendo o conhecimento dos Mistérios do Reino, das coisas às quais por sua natureza não teve acesso ou educação, em um encontro simples e amoroso, por meio destes escritos eleve seu coração até o encontro com o Céu.

Diz aos homens que venham a Mim, que aqui estou Eu, o Onipotente, o Infinito; que se deixem trazer por Meus Anjos diante de Minha Presença e que Me basta um sopro para afastar o pó que está aninhado em vós.”

Nesse momento pude ver, ao longe, uma pessoa que se aproximava da Capela do Santíssimo Sacramento, mas não ia sozinha, tinha quatro Anjos, um à frente, outro atrás e um de cada lado dela. Os que iam dos lados e o de trás estavam rodeados por uma luz prateada e o que caminhava (ou melhor, deslizava) diante da pessoa, ia envolto em luzes douradas. “Esse é o Anjo da Guarda” me explicou a voz de Jesus.

Nesse instante entendi por que Ele dizia para nos deixarmos levar diante de Sua Presença pelos Anjos. São eles que estão nos convidando permanentemente a visitar Jesus Sacramentado, e quando escutamos Seus convites, eles mesmos nos acompanham. Por que são mais três anjos, isso ainda não sei.

Muitas vezes, quando acabo de receber Jesus na Santa Comunhão, penso que não sei como ainda estou viva, como não morro diante da maravilha de ter a certeza de que estou unida dessa maneira ao meu Deus e Senhor, ao Ser que amo sobre todas as coisas, a Aquele que me ama com um Amor sem limites, ao ponto de me perdoar de novo e de novo todas as ofensas e omissões de minha vida cotidiana.

Então subiu uma onda de amor que me envolveu e me fez emergir como de um redemoinho de água fresca e dourada, abraçada a Ele, ou dançando para Ele até a superfície na qual tudo está cheio desse sentimento que emana e penetra o coração ao mesmo tempo.

São os segundos do “Eu te amo com todo o meu ser”. Obrigada, Jesus! Obrigada, meu Senhor.

É esse desejo de que ninguém me fale, que ninguém se aproxime, que ninguém diga nada: só permanecer unida a Jesus esperando uma palavra Sua, um novo gesto, um suspiro, ou um silêncio que diz tudo em alta voz.

Em várias ocasiões, a única coisa que repeti no meu tempo de adoração foi a oração que o Anjo deu em Fátima aos três pastorinhos:

“Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores. Amém”.

Em outras ocasiões, quando me sinto tão inibida pela Presença amorosa de Jesus, só posso repetir para Ele que O amo, que quero amá-Lo mais, que quero ser como Ele quer que eu seja... e depois guardo silêncio, notando que me ruborizo como uma adolescente diante do moço que a olha carinhosamente.

Como é grandioso constatar que é por Ele, pelo amado, por nosso Jesus, que todas as coisas subsistem, e que ir até Ele, estar ao Seu lado, unirmo-nos a Ele, significa encontrar, ganhar, possuir o Amor d’Aquele por Quem existimos e por Quem existe o Universo inteiro.

Como os santos, deveríamos desejar estar no lugar dos Anjos, porque os Anjos permanecem rodeando os Sacrários.

 

Trecho do Livro: “Em adoração” de Catalina Rivas)



 
 

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