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JESUS, O BOM PASTOR
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Jesus, o Bom Pastor

 

Há alguns anos, fomos convidados para uma Conferência Mariana na cidade de Pittsburg, Pennsylvania, nos Estados Unidos da América.

Esta conferência é realizada todos os anos e são convidadas muitas personalidades de diferentes grupos marianos do mundo inteiro.

Havia pouco tempo que havíamos começado a pregar no exterior, por isso ao ver tanta gente em um auditório enorme, eu me sentia bastante nervosa.

O pouco que pude ouvir das palestras, de passagem, me mostrava as vivências ou o conhecimento das pessoas participantes, bem como sua experiência neste campo, e aquilo era muito forte para mim. Por isso, sem ter um tema específico além de meu testemunho de conversão, que considerei que não era para esse público por sua pobreza, eu me pus em oração, suplicando a assistência do Espírito Santo.

Minha equipe se compunha de um grupo de pessoas, todas muito preparadas em seu campo: cientistas, sacerdotes, alguma outra pessoa do grupo e, bem, eu.

Durante a Santa Missa, que era celebrada justamente antes da última palestra que cabia ao nosso grupo, perguntei ao Senhor o que Ele queria dizer às pessoas através de mim, que me deixasse saber para que eu estava lá.

Quase as três mil pessoas participantes comungaram. Nós fomos os primeiros a fazê-lo, por estarmos mais perto do lugar em que deveríamos subir em seguida. Recebi a Santa Eucaristia e me coloquei de joelhos perto de meu assento, e nesse momento tive como uma tela dentro de mim, uma tela gigante na qual vi um campo enorme: havia lugares verdes, pequenos morros com plantas, pomares, um lago muito grande. Era um lugar definitivamente lindo.

Mas em meio de todo este campo havia como uma grande parcela que não estava trabalhada, estava feia, toda cheia de espinhos e terra, algo que não combinava com aquela paisagem mágica.

Ali, em meio a todos esses espinhos, havia uma pequena ovelha branca, da qual não se podia ver direito a lã porque estava cheia de sangue. Tinha muitas feridas nas patinhas, no corpo e chorava incessante

e dolorosamente. Tentava sair dali, mas não podia, andava dois passos e os espinhos começavam a crescer e a feri-la mais.

O Céu estava escuro nesse lugar, havia muitas nuvens grandes, soavam os trovões e uma ventania fazia a cena ficar mais feia e assustava mais o pequeno animal.

Logo vi uma mulher de costas para mim, vestida de azul e com um véu muito branco e eu soube em seguida que era Nossa Senhora.

Ela estendia as mãos e chamava a ovelhinha para que se aproximasse, mas a ovelhinha assustada tentava sair por outro lado, e como os espinhos cresciam rapidamente, ela ia se afastando mais e mais, como se tentando escapar dos espinhos e também das mãos que a chamavam. Era tanto o seu medo que não sabia para onde correr, escorregava, caía e a carne se abria novamente em feridas sangrentas.

Por um momento Nossa Senhora deu a volta e pude ver seu perfil, tão belo e tão doce. Olhou para um ponto distante, como tentando buscar alguém com o olhar e desapareceu.

De imediato apareceu diante de meus olhos um homem alto e forte, vestido com uma brilhante túnica de cor branco perolado. Calçava sandálias e tinha um bastão alto. O cabelo castanho escuro lhe caía um pouco sobre os ombros; os braços e a parte do colo que se conseguia ver quando o vento Lhe levantava os cabelos e mostrava sua pele bronzeada. Tinha os braços fortes, de pessoa trabalhadora.

Meu coração ia saltar de emoção: era Jesus, que sem nem pensar Se meteu entre os espinhos.

Umas três ou quatro vezes bateu nos espinhos altos com Seu bastão e fez pular os galhos. No entanto, os outros espinhos também feriam Sua pele, rasgavam Sua túnica, que se enganchava neles, mas Ele não parecia se importar que Sua roupa se rasgasse, nem que os espinhos ferissem Sua pele. Apressava-se em entrar e vi como o Sangue esguichava de Seus pés, tornozelos e pernas, salpicando a terra por onde passava.

A ovelhinha se enfiava mais e mais em outro emaranhado de espinhos, já era praticamente uma mancha de sangue quando Jesus se abaixou, tomou-a em Seus braços e começou a sair do campo. Já não olhava para os espinhos que pareciam atacá-Lo, lacerando Sua pele. O único objeto de Sua atenção era o animalzinho que levava em Seus braços.

Saiu daquele campo caminhando até um lugar onde eu podia vê-Lo de frente. Ele estava chorando, juntamente com a ovelhinha. Ela tremia entre Seus braços, que estavam se tingindo de sangue, e o olhava como que buscando Seu consolo. Jesus a estreitava contra Seu peito.

Logo Ele olhou para o Céu, Seu gesto se endureceu um pouco por instantes, o tempo suficiente para que desaparecessem velozmente todas as nuvens escuras e começasse a sair o sol. Seus olhos estavam cheios de lágrimas, que corriam por Suas faces.

Jesus começou a beijar a ovelhinha, e onde caía cada uma de Suas lágrimas, ou onde Ele beijava, logo se fechavam as feridas do pequeno animal e aparecia a lã branca.

Eram tão grandes a ternura e o Amor de Jesus que parecia que aquele animalzinho era tudo o que Ele possuía. Chegou um momento em que beijava a cabecinha da ovelha, ela lambia Sua mão enquanto as lágrimas de ambos se mesclavam, e enquanto choravam juntos, Jesus sorria e a ovelhinha emitia um débil balido.

Um momento depois, vi Jesus caminhando com passos lentos, como que esperando Sua pequena companheira. Seu porte era altivo.

Em que pese a simplicidade de Sua vestimenta, era majestoso como um Rei, e a ovelhinha feliz, com a cabeça muito levantada, curada, corria atrás dEle, balindo já mais vigorosamente, lambendo-lhe a ponta dos dedos da mão, de quando em quando. Por momentos Ele lhe acariciava a cabecinha, correspondendo à sua ternura.

Como em imagens sucessivas, depois vi Jesus sentado sobre uma pedra; Ele falava e a ovelhinha, sentada sobre suas duas patas traseiras, como se sentam os cachorros, escutava-O atenta. De vez em quando, Ele tomava a cabeça dela em Suas mãos e a beijava rindo.

Depois era ela que lambia os pés de Jesus e as feridas do Senhor se curavam. Todas as feridas foram assim fechadas, e até a túnica de Jesus parecia nova.

Já não havia rastros de tanto sangue e tanta dor. Era uma cena muito bela, já não havia nuvens, o sol brilhava com umas luzes douradas sobre a cabeça do Pastor, soprava uma brisa fresca que fazia ondear Seu cabelo e Ele sorria.

Ouviu-se outro balido lastimoso e vi Jesus caminhando pressuroso novamente até o campo de espinhos. Seu semblante refletia entre tristeza e preocupação; novamente se encaminhava em busca de outra ovelhinha, mas esta vez a que estava saudável se adiantou ao Senhor e correu buscar a que agora gemia. Como se fosse uma especialista, entrou pelos caminhos mais escarpados.

Feria-se sim, mas era como se não se importasse ou não lhe doesse tanto, porque corria, buscava sua companheira e a guiava até onde estava o Senhor, aos braços fortes e seguros de Jesus.

Nesse momento a voz do Sacerdote me trouxe de volta à celebração quando disse: “Oremos”. Olhei em torno para toda aquela gente, com muita pena de que tão bela visão tivesse terminado.

Eu tinha o rosto coberto de lágrimas e ainda me escapava algum soluço. Então Jesus me falou docemente assim: “Aí tens o tema, relata assim tua conversão, porque essa primeira ovelhinha és tu”.

Enquanto falavam as pessoas que me antecediam, eu já não sentia medo de falar, apenas ouvia o que cada um dizia e os aplausos, como se estivesse ouvindo de longe. Fechava os olhos e podia ver o belo Rosto de Jesus, uns momentos chorando e outros sorrindo, e isso enchia por completo meu coração.

Sei que aquela foi uma de minhas melhores palestras, porque coloquei todo o meu coração em descrever às pessoas o que o Senhor me havia permitido viver um momento antes. Quando acenderam as luzes e pude ver o público, muitas pessoas choravam, talvez sentindo-se identificadas com a pequena ovelha que havia sido resgatada do campo espinhoso do mundo e curada com as lágrimas, o Sangue e o Infinito Amor de Jesus.

Passaram-se vários anos, talvez oito ou nove, desde aquele dia, e ao escrever esta experiência, o Senhor me permitiu voltar a vivê-la com uma clareza e nitidez incríveis.

Desde aquele tempo tenho em casa uma imagem do Bom Pastor à frente da minha cama, para que nunca me esqueça do lugar do qual fui regatada, para ter sempre presente a missão que Deus me confiou em Seu rebanho, e assim poder vencer o temor ou a comodidade que poderiam me impedir de sair em busca de outras almas necessitadas de Jesus... Para poder olhar o futuro com esperança e confiança total em Seu Divino Querer: tudo em um hino de gratidão que cada dia e cada noite coloco, com o coração enamorado, aos pés de meu Bom Pastor.

 

(Testemunho de Catalina Rivas_Do Livro: “Em Adoração”.



 
 

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