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DOCE ESCRAVIDÃO DE AMOR
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Escravidão de Amor a Nossa Senhora

 

O Livro de Ouro é um livro escrito pelo Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, no qual ele explica com uma maestria e simplicidade ímpares o que é a Escravidão de Amor.

Primeiramente, o Pe Lodi da Cruz compara a Escravidão de Amor a Nossa Senhora com um banco, lugar onde depositamos nosso dinheiro e nos faz a seguinte pergunta: “por que depositar o dinheiro no banco ao invés de deixá-lo em casa? O que o banco nos oferece? [1]“. Neste sentido, ele continua sua explanação salientando duas vantagens a segurança, pois protege-nos contra os ladrões e tem rendimento, que faz nosso dinheiro render juros.

Assim, Pe Lodi da Cruz nos pergunta: “Que banco é este de que fala Jesus, onde nós devemos depositar todos os dons que recebemos de Deus, sobretudo a graça do nosso Batismo? Que lugar é este onde o nosso tesouro de graças que custou o Sangue de Cristo estará seguro contra os ladrões: o demônio, o mundo e a carne? Que lugar é este onde nosso tesouro crescerá e se multiplicará para podermos entregar os juros ao Senhor quando Ele vier?”.

Este banco, com toda certeza e amor, podemos dizer que “Este lugar é Maria! Maria, o banco de nossos talentos”.

Neste sentido também está São Luis Grignion em seu Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, n.°23: “Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as Suas graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo onde encerrou tudo o que há belo, brilhante, raro e precioso, até Seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam ‘o tesouro do Senhor’, e de cuja plenitude os homens se enriquecem” .

Deste modo, Pe Lodi da Cruz continua de forma brilhante:

“Deus não encontrou um lugar mais seguro para depositar Seu Filho do que Maria. Deus não encontro um lugar mais apropriado para fazer o seu Filho crescer do que Maria. Maria é o lugar onde o Filho de Deus cresceu, e cresceu com segurança.

Maria é o Banco onde devemos depositar nossos talentos, para que eles cresçam, e cresçam com segurança. Se não entregarmos a Maria nosso tesouro de graças, talvez sozinhos não consigamos fazê-lo crescer. Talvez, na tentativa de multiplicar a graça, acabemos perdendo a que tínhamos. Talvez sejamos enganados e roubados pelos ladrões. Mas em Maria nosso tesouro está seguro.

Ou nós somos maiores que Jesus?

Claro que não! Não existe discípulo superior ao mestre, nem servo superior ao seu senhor – Mt 10,24.

Se o próprio Jesus, que é Mestre e Senhor, sSe entregou a Maria e dentro Dela cresceu e Se abrigou por nove meses, quem somos nós para escolhermos um lugar mais seguro e mais fecundo do que Maria?

“Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz também vós façais” – Jo 13,15.

Façamos como Jesus, entreguemo-nos a Ela. Entreguemos tudo o que tem os a ela.

Digamos: _“Sou todo Teu, ó Maria, e tudo que é meu é Teu”

 

 O SERVO E O ESCRAVO

Como nos ensina São Luis, devemos ser escravos de Maria e não servos, pois somente assim poderemos nos entregar como escravos a Jesus. Ele ensina a diferença entre o servo o escravo no Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, nº71 e o Pe Luiz Carlos Lodi da Cruz pontua [2]:

“1. º- O servo (o empregado) não dá ao seu patrão tudo aquilo que é, tudo o que possui ou que pode ganhar.

O escravo se dá totalmente ao seu senhor, com tudo aquilo que possui ou que possa ganhar. Nada é nem será dele. Tudo pertence ao senhor.

2. º- O servo exige salário pelos serviços que presta ao patrão.

O escravo nada exige nem pode exigir em troca, por maiores e melhores que sejam seus serviços.

3. º – O servo pode deixar o patrão quando quiser, ou, pelo menos, quando terminar o prazo do contrato.

O escravo não tem esse direito. Servirá a seu senhor para sempre.

4. º- O patrão não tem poder total sobre seu servo. Não pode fazer com ele o que quiser. E se o servo se sentir oprimido pelo patrão, pode queixar-se à justiça civil.

O escravo, porém, está sob o poder total do seu senhor, que é chamado seu dono. Este pode fazer com ele o que quiser, sem que o escravo se queixe.

É claro que a palavra escravidão lembra-nos opressão, abuso de direitos, injustiça. Mas São Luis não quer que nos escravizemos a ninguém neste mundo. Nem ao demônio, príncipe deste mundo. Nem ao dinheiro, nem ao prazer, nem à soberba. Estes são péssimos senhores. Servir a eles é gemer sob o peso de uma dura escravidão. “Quem comete pecado é escravo do pecado” – Jo 8,34.

Ele propõe que nós nos entreguemos como escravos a Jesus, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. E para que esta entrega seja perfeita, ele nos ensina o caminho: Maria. Pertencer a Maria como escravo é a melhor maneira de pertencer a Jesus como escravo. E esta escravidão é doce, pois Maria trata com um carinho maravilhoso “.

Neste sentido, o Pe Lodi da Cruz esclarece algumas perguntas, como se o fato de entregar-se a Maria é esquecer-se Deus?, ele ensina:

“De Jeito nenhum. Se fosse assim, Jesus, ao entregar-Se a Maria, teria esquecido a Deus, Seu Pai. E isto Ele não fez. Veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai. [3]”

Por outro lado, o louvor a Maria é deixar de louvar a Deus? Pe Lodi responde:

“ Nunca! Quando Maria foi louvada pelo Anjo, que A chamou “cheia de graça”, Ela se humilhou e disse: “Eis a escrava do Senhor. Faça-se em Mim segunda a Tua palavra” – Lc 1,38.

Quando Maria foi louvada por Isabel, Sua prima, que cheia do Espírito Santo A chamou “bendita entre as mulheres”, “ Mãe do meu Senhor”, “feliz por ter acreditado”, ela imediatamente transferiu estes louvores a Deus com este cântico.

“Minha alma engrandece o Senhor, e Meu espírito exulta de alegria em Deus, Meu Salvador, porque olhou para a humilhação de Sua serva. Sim! Doravante as gerações todas Me chamarão de bem- aventurada – Os protestantes não a chamam bem-aventurada. Por quê? Pergunte a eles, – pois o Todo-Poderoso fez grandes coisas em Meu favor. Seu nome é santo e Sua misericórdia perdura de geração em geração, para aqueles que O temem.

Agiu com a força de Seu braço, dispersou os homens de coração orgulhoso. Depôs poderosos de seus tronos, e a humildes exaltou. Cumulou de bens a famintos e despediu ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, Seu servo, lembrado de Sua misericórdia – conforme prometera a nossos pais – em favor de Abraão e de sua descendência para sempre!”- Lc 1,46-55.

Veja quanto Maria se humilha e quanto Ela exalta a Deus quando é louvada. Ela não mente ao chamar-Se “Bem-aventurada”. Mas diz que tudo isso é obra do Senhor, que fez Nela maravilhas.

Maria é como um rio. Não consegue reter as águas, mas lança-as todas ao mar. Ela não guarda para Si nenhum de Seus louvores. Entrega-os todos a Deus. Quanto mais o rio se encher de água, mais o mar se encherá. Quanto mais louvarmos a Maria, mais estaremos louvando a Deus. [4]”

Assim, a Escravidão de Amor consiste em entregar TUDO A MARIA! Nem mesmo os sacerdotes e religiosos se consagram a tal ponto, pois na Escravidão de amor, nos entregamos a Maria totalmente, para que Ela disponha de nós assim como for melhor.

Os sacerdotes e os religiosos fazem três votos, o de obediência, castidade e pobreza, sendo que alguns ainda fazem o voto da clausura, renunciando à liberdade de locomoção, como nos Carmelos.

O especial da Escravidão de Amor é que os escravos de amor renunciam AOS MÉRITOS DAS BOAS OBRAS, pois quando não somos consagrados, os méritos de nossas orações, terços, jejuns, Missas, etc... podem ser aplicados por nós mesmos em favor da intenção que quisermos.

A partir da Consagração a Maria como escravo, as nossas boas obras não serão mais nossas, tudo é será entregue a Maria, para que Ela divida como lhe agradar, aplique aonde for mais necessário, na intenção da pessoa que mais necessita. Ela cuidará de nossa vida melhor que nós, pois muitas vezes não sabemos o que devemos rezar, ou como ou o que pedir. Ela que está vendo tudo pode repartir melhor os méritos de nossas boas obras para que surtam melhor efeito segundo a vontade de Deus.

Neste sentido pontua São Luis Grignion :

“É preciso notar ainda que nossas obras, passando pelas mãos de Maria, recebem um aumento de pureza, e, por conseguinte, de mérito e de valor satisfatório e impetratório; por isso elas se tornam muito mais capazes de avaliar as almas do Purgatório e de converter os pecadores do que se não passarem pelas mãos virginais e liberais de Maria.

O pouco que damos pela Santíssima Virgem Maria, sem vontade própria, e por uma desinteressada caridade, tornou-se em verdade, bem mais potente para abrandar a cólera de Deus e atrair Sua misericórdia; e há de verificar-se à hora da morte que uma pessoa fiel a esta prática terá, por este meio, libertado inúmeras almas do Purgatório, e convertido muitos pecadores, conquanto só tenha feito as ações comuns e ordinárias do seu estado.

Que alegria haverá em seu julgamento! Que glória na eternidade!” – Tratando da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria, n.º 172.

 

[1] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p 17

[2] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p 22/23

[3] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p23

[4] Cruz, Autor: Pe. Luiz Carlos Lodi da. “Livro de Ouro”, Editora: América Ltda. p24/25

 



 
 

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