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AS PROVAS DE SUA PRESENÇA
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As provas de Sua Presença

 

Em certa ocasião fomos pregar em uma prisão de segurança máxima e, quando saíamos, o guarda que nos acompanhou me disse: _Obrigado por vir, senhora. Oxalá suas palavras tenham chegado aos reclusos, porque eles precisam delas. Perguntei a ele o que tinha achado de minhas palavras. Ele disse: _Bom, mas a senhora estava pregando para os internos da prisão, não para nós. Disse a ele que havia pregado sobre o Amor de Jesus a todos os que me ouviam, e que ele e todos os guardas precisavam desse amor, tanto quanto os reclusos. Que todos precisam do Evangelho e do Amor de Deus porque esses benefícios não são encontrados em nenhum outro lugar e em nenhuma outra pessoa.

Era Quinta-feira Santa. Naquela tarde, Jesus havia Se derramado, pleno de Misericórdia, no pavilhão dos castigados, onde muitos tinham medo de entrar. Nós sentimos que o próprio Jesus havia nos aberto a grade ao chegarmos lá, que Ele era nosso Anfitrião.

Assim foi, porque houve muitíssimas Confissões. Meu diretor espiritual confessava, enquanto um coral alternava entre minhas palestras e orações. Das cinco horas até às dez da noite, passaram pelo confessionário homens rudes, vivendo de uma maneira inesquecível a devoção que se experimenta quando se volta à vida depois de vinte e até cinquenta anos. Tinham obtido um novo rótulo em seus peitos: em vez de um número, agora tinham a palavra  “Perdoado”.

Diante de Jesus, na bela Custódia da Capelinha, eu estava pensando nesse dia e naquelas pessoas. Pensando em como Jesus se sentiria nas “Quintas-feiras Santas” todos os anos, e no que teria sentido quando lavava os pés dos Seus discípulos.

_“Filhinha, quero que fiquem gravados em tua memória e esculpidos em teu coração todos os detalhes da cena que revivo diante de teus olhos. Naquela quinta-feira estavam todos com muito entusiasmo; Eu conhecia a fundo esses homens diante de cujos pés Me ajoelhava e lia seus corações sem ter necessidade de ser informado por eles sobre o segredo de suas almas.

Eu não ignorava, em particular, que um deles urdia um projeto satânico, e se preparava contra Mim como o animal que, raivoso, morde a mão do dono que lhe dá a comida.”

Afundei o rosto entre as mãos soluçando pela tristeza que sentia na voz do meu Senhor. Quando voltei a olhar, vi Jesus e alguns homens (Seus Apóstolos) reclinados sobre uma mesa. Jesus se levantou da mesa e, tirando o manto, ficou com uma túnica branca. Pegou um pedaço de pano e o atou ao redor de Sua cintura.

Já em outras oportunidades, o Senhor me havia concedido o imenso dom de me permitir contemplar cenas como esta. Mas, sempre adquirem um matiz distinto, algo diferente em que me detenho.

Nesta oportunidade, me chamou a atenção vê-Lo vestido tão pobremente, sem Seu belo manto. Jesus continuou Seu relato: _“Era a roupa de um servo, de um criado qualquer, que não fosse da raça de Israel, porque eles estavam isentos deste serviço”.

Em Minhas Mãos detinha a potestade soberana, aquela autoridade universal que o Pai, em Sua bondade, Me havia comunicado.

Neste preciso momento Meu olhar os penetrou, e quis prevenir a crise que sacudiria a  generosidade de Meus Apóstolos.

Eram todo fogo, como uma chama, e prometiam seguir-Me até a morte, mas os entusiasmos do espírito não suprimem as fraquezas da carne, e Eu penetrava o porvir.

Toda Minha vida humana encerra um mistério: Eu passava Minha existência amando os Meus. O Filho, exegeta de Deus, dava assim, como Homem e para os homens, a definição do Pai: “Deus é Amor”.

É por isso que é em Meu Coração que deveis buscar o sentido e a importância desta hora suprema: Eu, que havia consumido Minha Vida em Amar, vos reservava um testemunho supremo de Minha caridade. O ápice do Amor ao final de Minha existência!

Experimentei então, com extraordinária força, o sentimento que teve tua querida mamãe, e todos aqueles que se vão, em Graça, sabendo que a vida é apenas uma passagem para a Casa do Pai, e que a perspectiva da separação aviva o afeto dos que se vão por parte dos que ficam.

Filhos Meus, pedi que Eu vos treine e revista de Minha grandeza natural e de Meus rebaixamentos voluntários, a fim de que ao menos, sem vossa pequenez natural, não ponhais dificuldade em descer de vosso pobre pedestal e em servir a vossos irmãos.

Não estão fechados os Sacrários e sim os vossos corações.

Quão poucos conseguem entender como Eu, que estou oculto e fechado, tenho a liberdade de Me manifestar, de Me fazer sentir vivo, ali na Hóstia que cada um desses Tabernáculos encerra.

Minha Presença pode ser notada se se tem a mente, o coração e a alma dilatados. Quem vem desse modo diante de Mim, recebe provas de Minha Presença Eucarística, já que suscito este maravilhoso prodígio, justamente para Me aproximar de vós, para vos acolher, para consolar os sofredores da vida que passa.”

Que lentos de compreensão somos os homens e mulheres ao não pensar em tudo isto. No momento em que Jesus vai Se entregar à Vontade do Pai para nos salvar; sabendo tudo o que era desde a eternidade, o Presente e o que ia ser pelos séculos dos séculos, depois de Sua Ressurreição e Ascensão aos Céus, Seu Amor chegou ao cume e Ele O expressa não abraçando-os, mas pondo-Se a lavar os pés dos discípulos e a secá-los com a toalha com que Se havia cingido.

Continuou o Senhor dizendo: “E dirás a Meu Povo que orem por suas autoridades. Especialmente pelas autoridades da Igreja, porque: que os poderosos busquem com maior avidez a honra e a glória, que os homens corram atrás dos títulos externos para se fazer chamar “Benfeitores” ou “Salvadores”, e que os monarcas imponham seu poder aos seus subordinados, e normalmente esperado pelo homem, porque são glórias que vêm do homem,

mas dentro da Minha Igreja, entre as comunidades eclesiais, isto jamais deveria acontecer. As autoridades eclesiásticas têm o estrito dever de se inclinar à entrega, para cumprir o desejo exclusivo da Glória de Deus.

A Transubstanciação é prodígio não ilusório, é prodígio que permanece. É chamar-Me, participar-Me a vós, e não é somente um pão benzido. Não se Transubstancia deixando o pão somente pão, porque deste modo não haveria um mudança de substância.

Eu disse: “É Meu Corpo”, e esta afirmação tem a força de Minha Onipotência, se pronunciada por Meus verdadeiros Ministros.

Pobres e desgraçados os Ministros que põem em dúvida Minhas Palavras e fazem tanto mal às almas…

Deixo-me dessangrar em muitas Hóstias, diante de seus olhos, para que tenham a certeza de que os Milagres continuam acontecendo diante de sua incredulidade, hoje como ontem ou mais que ontem. Deverá o asno humilhar novamente o ser humano, ajoelhando-se diante de Minha Presença Eucarística?

Dize-lhes, que Eu Me esforço, por todos os meios, para arrancar das garras de Meu adversário uma alma já comprometida.

Que luto incansavelmente, até o fim; manifesto uma extrema delicadeza e uma paciência sem limites. Interna e externamente faço saber que nada Me escapa do drama que se desenvolve em seu coração, em sua alma ou em seus sentidos. Tudo coloco de Minha parte e peço tão somente o que estão menos dispostos a Me dar: sua vontade.”

 

(Trecho extraído do Livro: “Em adoração” de Catalina Rivas)



 
 

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