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O ENCONTRO NO TEMPLO
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A VIRGEM MARIA EXPLICA A S. JOÃO O ENCONTRO NO TEMPLO COM ANA, A PROFETISA E O VELHO SIMEÃO


Por fim, como já disse, pudemos abandonar a gruta. Encontrávamos na nova casa quando se cumpriram os quarenta dias desde o nascimento do Menino, tempo que a lei prescreve para resgatar Nosso Filho no templo, que era o primogênito.

Compramos no mercado duas rolas, que oferecemos ao levita, junto com os cinco siclos do resgate pelo Menino. Foi quando aquela mulher, Ana, que tinha fama de profetisa e levava toda a sua vida a serviço do templo, acercou-se de Mim sem que Eu percebesse.  Ao que parecia, essa era uma das suas ocupações, investigar as mães que iam à casa de Deus com suas crianças e, após pronunciar umas palavras amáveis, passar para as outras, como se estivesse sempre em busca de alguém que não conseguia encontrar.

Alguns pensavam que estava louca, para outros era simplesmente uma boa mulher que não tivera filhos e que gostava de se comprazer com os filhos das outras. Quando viu Jesus, se desfez em elogios, nada comparáveis aos que dizia de outras crianças. Mal tive tempo de agradecer-lhe as belas palavras e bênçãos, quando Ana nos pediu que não movêssemos dali por uns instantes.

Não demorou a voltar. Vinha acompanhada  por um ancião, Simeão, outro dos habituais nos arredores do templo. Ana disse-lhe : __“Olha, olha, fixa-te bem em Seus olhos. Vê a luz que tem Seu cabelo. Faze uso de teu velho olfato, Simeão, e reconhece a pureza da Mãe, é Ele, por fim nós O encontramos “ .

Simeão acercou-se de Mim devagar. Eu, a principio apertei o Menino contra Meu peito e fiz menção de ir embora , pois tudo aquilo me assustava . Tinha sempre muito medo que pudesse acontecer algo de mal Àquela criatura tão frágil! Parecia sentir-Me observada pela força do Maligno, que não podia suportar que tivesse nascido o redentor dos homens.

Então ele disse algo que Me deixou imóvel. Chamou-Me pelo mesmo título com que Me havia chamado Isabel : “cheia de graça “, disse com voz rouca e cavernosa , que poderia fazer estremecer de medo as crianças nas noites de inverno. “Suplico-Te que me deixes vê-Lo”.

Por isso, com permissão de José, deixei que pegasse o Menino. Ele O tomou em seus braços trêmulos, sempre sob Nosso olhar atento, cuidando para que não caísse. Beijou-Lhe a fronte e logos nos devolveu. Para surpresa Nossa, quando Jesus já estava em Meus braços ele pôs-se de joelhos diante Dele, coisa que, como sabes João, jamais fazem os judeus diante de ser humano algum, pois isto é rigorosamente proibido. José rapidamente o ajudou a levantar-se, para que não fosse visto por algum sacerdote e acusado de blasfêmia. 

Havíamos já nos despedido dele e de Ana, e nos dirigíamos à saída do templo para evitarmos a turba de curiosos que queriam contemplar o Menino, quando ouvimos um grito às nossas costas. Voltamo-nos, temendo que tivesse desmaiado e necessitasse de nossa ajuda.

Então o vimos com as pernas abertas e os braços dirigidos ao Céu. Seu cajado nodoso encontrava-se no chão a seu lado. Parecia realmente uma figura profética das que nos falam nossos anciãos.


Seu grito havia sido de dor, de dilaceração, quase de terror. Seu olhar estava cravado no Céu e assim continuou durante alguns minutos. Rapidamente voltou a se formar um círculo ao seu redor, desta vez mais consistente. Muitos dos assistentes o respeitavam. Assim, todos tiveram consciência de que acabara de receber uma inspiração do Céu.

Passado um tempo, baixou os braços, seus ombros se abateram como se estivessem recebido um grande peso. Olhou-Me bem nos olhos. José e Eu nos havíamos aproximado dele, sempre dispostos a sustentá-lo se fraquejasse e caísse no chão. Estávamos bem próximos, Eu quase sentia seu hálito sobre Meu rosto. Falou-Me em voz baixa, em tom de agonia: __“Este foi colocado “ , disse , “para a queda ou a ascensão de muitos em Israel, e como sinal de contradição, a fim de que se revelem as intenções de muitos corações. E a ti, uma espada traspassará a alma “.

Quando aceitei o convite do Anjo, não fiz para cobrir-Me de glória e ser homenageada pelas mulheres de Israel como a Mãe do Messias, e sim ser útil para Deus ....


Livro : “ O Evangelho Secreto da Virgem Maria “ Editora Paulus pág. 86-87 -88- 89 (trechos ) Autor (tradução ) : Pe. Santiago Martín. Obs: livro baseado em livro encontrado por uma monja no final do sec. IV durante uma viagem que empreendeu à Terra Santa . 
 

 

 



 
 

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